quinta-feira, 11 de setembro de 2014

LIVRO "HERANÇA"

LIVRO

Filemon F. Martins

Por instrumentalidade do Dr. Luiz A. Martino (excelente médico que me acompanha há anos no tratamento de saúde), recebi o livro HERANÇA, de EUNICE BARBOSA. Um livro com 160 páginas, de boa e pura poesia. O livro foi editado pelo Grupo Editorial Scortecci, de São Paulo, em 2013 e vale a pena ser lido. Revisão do Professor Almiro Dottori Filho, prefácio do Padre Antonio Maria. Mas, quem é EUNICE BARBOSA (Eunice Barbosa da Silva)? Uma senhora com 94 anos, nascida em 30/08/1919, no bairro de Lagoinha, Belo Horizonte, Minas Gerais. “De origem humilde, mas rica em experiências, graças a suas andanças ligadas ao seu estilo de vida itinerante”. Eunice não teve condições de estudar, mas sua alma de poetisa inspirada é marcante. Seus poemas reunidos em seu livro HERANÇA atestam com fidelidade “uma vida de cenários diversos, de muitas buscas e cheia de desafios”. A mulher Eunice Barbosa teve 09 filhos, sendo 8 do 2º casamento. Seus filhos são: Adolfina Imaculada, Carlos José, Maria Lúcia, Maria Célia, Mário Lúcio, Marco Antonio, Maria Evangelina e Maria Ângela, e o saudoso cantor e compositor Antonio Marcos.
A poetisa e compositora Eunice Barbosa possui várias músicas gravadas nas vozes de Roberto Carlos, Antonio Marcos (seu filho), Jessé, Gilliardi, Fábio Júnior, Roberto Leal, Leonardo, entre outros. Conforme sua biografia, “hoje, aos 94 anos, muito tímida e extremamente emotiva, ela deseja levar ao mundo seu recado no silêncio das páginas de HERANÇA”.
Eis o poema Resgate, página 72:
Hoje eu me peguei chorando.
Senti saudades de mim
fazendo coisas diversas,
correndo daqui pra ali.
Pensamento assediado
por problemas desiguais,
e o coração machucado
por coisas tão naturais!
De quando em quando, a vida
me deixa com dor no peito.
É tanto tempo sofrido
que até me deixa sem jeito!
Uma pausa pra pensar:
- Devo ter dívidas em algum
lugar do passado.
E agora estou resgatando
o que preciso acertar.

Assim é a poesia de nossa grande poetisa, Eunice Barbosa, sempre inspirada e perene como a água que desliza mansamente pelos lagos.  Parabéns! E nós somos privilegiados com leitura tão cativante, tão bela e doce, que só nos resta agradecer: obrigado, Poetisa, por nos conceder tão inebriante prazer.

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