terça-feira, 14 de julho de 2015

TROVAS DIVERSAS

Não te maldigas, querida,
mesmo se a dor te magoa:
– é sempre feliz na vida
a alma que é pura e boa.
     Auta de Souza -  1876 – 1901, Natal/RN

Tudo se gasta e se afeia,
tudo desmaia e se apaga,
como um nome sobre a areia,
quando cresce e corre a vaga.
     Casimiro José Marques de Abreu 1837 – 1860, Nova Friburgo/RJ

Na hora em que a terra dorme, 
enrolada em frios véus,
eu ouço uma reza enorme
enchendo o abismo dos céus.
     Antônio de Castro Alves 1847 – 1871, Salvador/BA

Outrora, em tardes serenas,
chorei sob uns ramos largos;
e esses ramos, hoje, apenas
sabem dar frutos amargos.
     Humberto de Campos 1886 – 1934, Rio de Janeiro/RJ

  



 (ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 411, JOSÉ FELDMAN)

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