quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

2015

2015
Filemon F. Martins

2015 está chegando ao fim. O mundo, afinal, não acabou. Sobrevivemos ao lamaçal que matou o Rio Doce, iniciando por Mariana, em Minas Gerais até o mar, no Espírito Santo. Destruiu famílias. Ceifou vidas! Contudo, ainda não temos uma nítida ideia das consequências que advirão deste crime ambiental.
Sobrevivemos também às falcatruas que levaram o Brasil a uma crise sem precedentes.
Aliás, nestes últimos doze anos, com a ascensão de Lula à Presidência da República, o que houve de falcatruas e roubalheira não se consegue descrever. Entre as tramoias mais escabrosas estão, o escândalo do mensalão, como ficou conhecido e que Lula afirmava nunca ter existido, porque nada soube, nada lhe disseram e, no entanto, para a nossa sorte, o Supremo Tribunal Federal condenou uma verdadeira quadrilha que atuava no esquema. Infelizmente, alguns já estão voltando para casa, embora monitorados, para continuarem suas trapaças em que são especialistas. Entretanto, as consequências deste mal ainda pesam sobre nós, aposentados e pensionistas do serviço federal, porque continuamos a pagar 11% dos nossos parcos salários, graças a Emenda Constitucional nº 41/2003, aprovada a reboque do mensalão. Até quando isso vai acontecer, eis a pergunta que não quer calar. Quando se pensou que o mensalão fosse o maior escândalo da história, surge a Operação Lava-Jato revelando o “petrolão”, perto do qual o mensalão virou fichinha. O ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça desabafou na revista Veja, de 23/12/2015: “BASTA! ESSA SANGRIA PRECISA SER URGENTEMENTE ESTANCADA ANTES QUE SEJA TARDE. OS LIMITES DA PACIÊNCIA E DA TOLERÂNCIA JÁ SE ESGOTARAM.”

Assim, caminhamos para o fim de 2015 com a sociedade perplexa e atônita com os descalabros ocorridos no Congresso Nacional, mas sempre na esperança de que em 2016 possa surgir, como num passe de mágica, uma luz no final do túnel. É o que esperamos! Que venha 2016!

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