sábado, 19 de novembro de 2016

MORTE DA ÁRVORE
(Lendo o soneto ÁRVORE MORTA, do Padre Saturnino de Freitas)

Filemon F. Martins

      Árvore triste, que ontem foi bonita,
             não tens mais ramos, frutos e nem flores,  
      dos pássaros não és mais favorita
      e não abrigas mais tantos amores.

      Neste teu tronco já ninguém habita,
      sequer amantes loucos, sonhadores,
      que outrora segredavam na Mesquita
      de suas folhas vivas, multicores...

      Quantas vezes ouviste namorados
      em carinhos e beijos, descuidados,
      como se o tempo não fosse passar.

      Hoje, teus galhos secos, ressequidos,
      são lembranças de sonhos esquecidos,
      que nunca mais, na vida, vão voltar!


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