terça-feira, 8 de novembro de 2016

NOVA COBRANÇA

NOVA COBRANÇA 
(Filosofando)
Filemon F. Martins 

Se cobro alguma coisa desta vida, 
ela disfarça e vai me respondendo: 
“qualquer dia, meu caro, pago a dívida” 
e sem pensar, aceito e vou vivendo. 

O tempo vai passando e na corrida 
aquele amor, aos poucos, vai morrendo, 
já não sinto esperança na descida 
e o mundo, sem amor, está horrendo. 

A vida dissimula um falso encanto 
que acaba em choro, dor e desencanto 
sem cumprir a promessa que me fez. 

E tudo não passou de ledo engano, 
porque sem fé, sem luz, o ser humano 
carrega a cruz de sua insensatez.

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