sexta-feira, 11 de novembro de 2016

SONETO DE ARVERS

SONETO DE ARVERS
Tradução de J. G. de Araújo Jorge

Tenho um segredo na alma, e um mistério na vida:
Um repentino amor que me empolga e devora;
Louca paixão que trago em minha alma escondida
E aquela que a inspirou, entretanto ignora…


Ai, de mim! Sigo só, mesmo a seu lado, embora
Levo no coração sua imagem querida
Até que venha a morte, e amanhã, como agora,
Nada possa esperar dessa paixão proibida…


E ela que a alma possui só de ternuras cheia
Seguirá seu caminho, indiferente, e alheia
Ao sussurro de amor que em vão a seguirá…


Presa a um nobre dever, a um tempo fiel e bela,
Dirá depois que ler meus versos cheios dela:
-“Que mulher será essa?…” E não compreenderá…


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