quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ESTE NOVO NATAL

 ESTE NOVO NATAL

Evandro Moreira

É dezembro outra vez... O tempo, repentino,
acumulou-se sobre a minha mocidade;
lavou a minha face inquieta de menino
com restos de esperança e sombras de saudade.

Descubro que não tenho, à frente, mais destino
nem sequer a ambição de achar felicidade;
e me consolo ao ver, no filho pequenino,
germinar, como herança, a antiga ingenuidade.

É dezembro outra vez... é Natal! E as crianças
cantando ao meu redor confessam esperanças
de uma noite encantada e presentes gentis.

Sinto-me rei, e Mago em constante oferenda,
voz de sinos, canção antiga em tom de lenda,
e volto a ser menino... E torno a ser feliz.

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