domingo, 7 de maio de 2017

MÃE

MÃE
MÁRIO BARRETO FRANÇA

MÃE! QUANDO EU VEJO UM BERÇO ONDE SE INCLINA
A MAIS SANTA MULHER, QUE O FILHO AGRADA,
LAMENTO A MINHA VIDA E A MINHA SINA
QUE ME FEZ TE PERDER NA INFÂNCIA AMADA.

DE ENTÃO, PELA EXISTÊNCIA PEREGRINA,
FALTA-ME TUDO – MÃE! – NÃO TENHO NADA
QUE ME DISPENSE A GRAÇA PEQUENINA
DUMA AMIZADE DESINTERESSADA.

AI! QUEM ME DERA TE TORNAR À VIDA,
PARA INDA OUVIR A TUA VOZ QUERIDA
E EM TEUS BRAÇOS MATERNOS REPOUSAR!

PORQUE SOMENTE O QUE TEM MÃE NO MUNDO
PODE ENCONTRAR NO SEU AMOR PROFUNDO
A FÉ E O ALENTO PARA CRER E AMAR.


ICARAÍ, 1947

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