domingo, 23 de julho de 2017

HISTÓRIA DO INTERIOR BAIANO

HISTÓRIA DO INTERIOR BAIANO
Filemon F. Martins

Num tempo já bem distante, a população de algumas cidades do interior da Bahia não se bicavam por razões históricas e no caso de IPUPIARA e BROTAS DE MACAÚBAS não era diferente. Talvez resquícios das lutas entre os coronéis HORÁCIO DE MATOS e MILITÃO RODRIGUES COELHO.

Pois bem, certa feita o comerciante Sr. Vicente chegou a Brotas de Macaúbas, com seu caminhão carregado de querosene, marca JACARÉ e perguntou a um cidadão brotense como faria para chegar até Ipupiara, já que tinha interesse em visitar seu amigo João dos Santos residente naquela cidade. O cidadão com presteza ensinou a estrada que deveria seguir, mas fez o seguinte comentário: ¨se você for fazer negócio por lá, vai perder tempo e dinheiro, porque em Ipupiara ninguém compra nada, é uma cidadezinha ruim de negócios¨. O Sr. Vicente, em seu velho caminhão Chevrolet, seguiu viagem com destino à Ipupiara, estrada de barro, esburacada, mas com paciência, pensava ele, havia de chegar lá. E chegou. Estacionou seu caminhão na praça do Mercado Municipal. É preciso lembrar que naquela época, o querosene era fundamental na subsistência da população, porque não havia energia elétrica. A iluminação das casas era feita com candeeiros. Daí a importância do querosene. Enquanto observava a cidade e sua gente, aproximou-se um cidadão e ele aproveitou para se informar sobre a rua em que morava seu amigo João dos Santos. O cidadão desconhecido, de trajes simples e simpático lhe ensinou o caminho, mas perguntou e esse querosene vai vender? – Vou, sim, respondeu o Sr. Vicente. - Eu compro, quanto custa? E já foi tentando acertar o negócio. O Sr. Vicente, cauteloso, pensando no que havia escutado antes lá em Brotas, disse: - eu preciso primeiro avistar-me com meu amigo, depois a gente negocia e qual é o seu nome? Ah, meu nome é Joaquim. É só falar comigo. O Sr. Vicente, então, tratou de seguir seu rumo à procura da residência do amigo. Cidade pequena, não tardou em encontrá-lo. Já na casa do amigo João dos Santos, o comerciante começou a contar sua aventura desde o momento em que entrou na cidade de Brotas até chegar em Ipupiara, fazendo referência ao diálogo insólito que teve com o cidadão na praça do Mercado. E perguntou ao amigo, será que ele tem dinheiro para comprar minha mercadoria? – O amigo, então, perguntou e qual o nome dele? – Ele disse se chamar Joaquim e que todos aqui o conhece. O João virou-se para ele e disse: - ¨Bote preço na mercadoria e no caminhão, que o meu amigo Joaquim pode pagar¨.  Moral da história: As aparências enganam... 

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